NMA. O crescimento da população (somos 7,000 milhões de habitantes), a ampliação da fronteira agrícola, a exploração florestal, e a habilitação de novas terras para a expansão de núcleos populacionais tem um comum denominador: o homem e as atividades antrópicas; e tem uma vitima: o meio ambiente, agredido geralmente sem contemplação.
O caso do qual falaremos no presente artigo corresponde às atividades humanas na fronteira amazônica do Brasil e da Bolívia, mas esta situação poderia se extrapolar pra alguns outros lugares.
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| Fronteira entre o Brasil e a Bolívia. Observe o deterioro da floresta no território brasileiro.- |
Se você olhar a imagem do satélite ASTER/Terra/NASA, pode observar na parte superior esquerda o estado brasileiro do Acre, o qual fosse originalmente parte da floresta amazônica, totalmente afeitado pelo desmatamento para a obtenção de madeira (com certeza de um jeito insustentável), a habilitação de terras para agricultura (na maioria dos casos para monocultura de soia) e a semeadura de padeiras para criar gado.
No contraste ao lado brasileiro, fica uma floresta quase pristina e virgem, corresponde ao estado do Pando na Bolívia. A causa da conservação do lugar é a população tão pequena que mora nessa área e a limitada acessibilidade ao lugar. É só isso, uma grata coincidência, porque o estado boliviano também não se caracteriza por ter planos de conservação eficientes e congruentes e do mesmo jeito que aqui, a degradação acontece em outros lugares da Bolívia. No centro da foto pode se observar serpenteante o rio que é a fronteira entre os dois países da América do Sul.
Brasil é o colosso do continente, têm uma das maiores economias do mundo, com uma alta população e demanda de bens e serviços; é um pais em franco crescimento e tem sido beneficiado pela natureza. A Amazônia, o pulmão do planeta fica quase totalmente no seu território e é em grande parte responsabilidade do governo e dos seus cidadãos velar pelo seu cuidado e sua preservação.
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Habilitação de terrenos para agricultura y gado
Rodrigo Baleia/Getty Images
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É verdade que o ritmo do desmatamento tem diminuído, mas ainda é preocupante, quase 6.000 km2 de floresta é desmatada anualmente, o que é quase o tamanho de um país como Brunei, uma área nada depreciável que aportava oxigênio e dava vida a uma incrível biodiversidade de animais e plantas e que cada ano desaparece da faz da terra.
Agora as monoculturas dominam, a erosão destrói o solo protegido, a exploração mineira joga seus tóxicos nos corpos de água, envenenando a população e matando a vida silvestre. A fumaça você consegue ver desde longe, imponentes colunas no céu que significam devastação. Olhar aos colossos da floresta pegar fogo pode compungir até o coração mais forte, enquanto milhares ou milhões de animais morrem.
O Brasil não vai renunciar a usufrutuar os recursos naturais que tem. Esta no seu direito. É um pais com uma grande economia que precisa de insumos, mas seria ideal que procurasse esse crescimento num marco de desenvolvimento sustentável. Sem renunciar a melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes, mas atuando como exemplo para outras nações que só procuram obter rédito sem se importar pelo planeta.
O que é o desenvolvimento sustentável?
É aquele tipo de desenvolvimento que pode satisfazer as necessidades atuais sem comprometer os recursos e as possibilidades das futuras gerações. Esta definição aparece no informe da Comissão Brundlandt.
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| Pilares do desenvolvimento sustentável/Wikipedia |
Para finalizar o artigo, acho importante mencionar que tanto o Brasil como os outros países da Amazônia (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Goiana, Goiana Francesa, e Suriname) precisam concretar políticas claras e contundentes para frenar a exploração irracional dos recursos naturais da Amazônia; mas também é VITAL que a comunidade internacional apoie com tecnologia, recursos humanos, econômicos e boa vontade política, pois é o pulmão do mundo todo.
Não tem muita ciência, quando o "pulmão do planeta" se perder, todos vamos perder, seja qual for o nosso país ou que tão longe fique dos limites desta floresta. A realidade é assim, simples e contundente.
O que você acha?